sábado, 11 de julho de 2026
Apresentação Geral
A Ciência de Rasa Tattva
Tattva é uma palavra que significa
princípio e existem muitos Tattvas na Ciência de Deus. Está-se comentando aqui
um deles, que é Rasa-Tattva, o qual, na verdade, é um princípio que contém
muitos outros. Pode-se, portanto, usar o termo no singular, se referindo ao
princípio do Amor Divino, ou no plural, porque tem muitos princípios dentro de
Rasa-Tattva. Então, é um princípio que não é meramente racional e que a mente racional
não consegue entender, ele é transcendental.
A palavra Rasa se refere ao conjunto
de sensações dentro de uma relação transcendental com Deus, sendo Rasa-Tattva o
princípio que rege essa relação transcendental com o Senhor. Dentre todos os
princípios, Krishna coloca Rasa como a mais fundamental, porque trata da nossa
relação com Ele.
Existe também o termo Bhakti-Rasa, o
que é Serviço Devocional, sendo que Rasa existe na relação com Deus.
Bhakti-Rasa é a relação que se desenvolve no seu Serviço Devocional, ou vice
versa, o Serviço Devocional você desenvolve de acordo com a Rasa que você tem
com Ele. Bhakti-Rasa ocorre em consciência pura, quando você está na sua
consciência mais pura, e você se devota plenamente a Ele. Quando você O Ama
conscientemente e com Ele reciproca desse Amor, realmente consegue experimentar
Bhakti-Rasa, que é o Serviço Devocional puro, sem máculas de nenhum tipo.
Shri Krishna coloca então que
Rasa-Tattva “pode ser comparado ao nascer da Lua, porque aclara a escuridão que
a noite da alma faz estabelecer, e sua radiância é o que Eu realizo enquanto me
ofereço para que haja a intensa relação que Me faz ater por quem por tal
fundamento se deixa esclarecer”. Por isso faz-se uma comparação com a luz da lua.
Estando a alma obscurecida, ela não consegue travar esses contatos eternos com
Deus. Rasa-Tattva é, então, a Luz da Lua que ilumina a noite escura.
A irradiância desta Lua é o que o
próprio Shri Krisnha está realizando ao se oferecer para reciprocar com cada um
de nós. Se você está reciprocando com Ele uma relação, e você está
compreendendo esse Princípio, é porque o mesmo vem sendo irradiado da própria
Fonte, que é Deus. Porque o Senhor realiza isso, por meio do Seu eterno
pensar/existir Absoluto, Ele irradia tal Luz, que é percebida pelo devoto - a
Luz de Rasa Tattva.
Rasa é um princípio pré-determinado, o
qual é conhecido em detalhes pela alma que realiza sua condição existencial
junto de Keshava, enquanto Sua associada transcendental. Isso o Senhor
complementa, dizendo que “Bhakti-rasa
é obtida quando a consciência se purifica de outras tendências que não sejam
apenas Me amar e Comigo reciprocar de mútuas considerações; e ela está no
Serviço que o devoto realiza enquanto pretende se purificar de tudo o mais que
não seja apenas a tal relação se entregar”. A auto-entrega a uma relação, a
qual se caracteriza por determinada rasa, se expressa de acordo com determinado
sthayibhava.
Cada pessoa tem um sthayibhava, o
qual na verdade só aparece quando você começa a se interessar por Deus. Se você
não tem interesse nenhum por Deus, o seu sthayibhava é nulo. O sthayibhava reflete seu apego por Deus.
Aqui mais especificamente está se abordando o apego por Krishna, pois, neste
texto, Deus se mostra para nós através deste nome e desta forma (ou de outro
nome ou outra forma, como Shiva). Dentro
disso, o sthayibhava é também o primeiro sintoma que desperta quando você
começa a se voltar para essa relação, que é uma relação eterna que você tem com
Ele.
Tal sintoma qualifica a sua relação
com a Fonte da sua alma. Isso significa que um apego é diferente do outro. A
relação da autora do presente artigo, como se sabe, é em madhurya-rasa, e o seu
apego por Krishna é conjugal. Assim o sthayibhava da autora reflete a madhurya
(atração conjugal) para com Krishna (e/ou Shiva). Acontece o mesmo na vida
individual das pessoas do mundo material. Por exemplo, quando alguém tem um
marido e uma filha, o apego de tal pessoa pelo marido é diferente do apego da
mesma pela filha. De tal mecanismo resulta o sthayibhava.
O sthayibhava é a primeira coisa que
começa a surgir, às vezes muito leve e sutil, quando, iluminado por Rasa-Tattva,
você volta a interagir com a Pessoa de Deus na eterna morada. Ele surge como um
sentimento e um humor de apego recíprocos, que é bem específico à sua relação
eterna com Deus. Quando alguém volta a ter acesso a Ele, através da Presença Eu
Sou ou por ascensão espiritual, significa que esta pessoa retomou o sthayibhava
característico à sua relação.
Voltar a se relacionar com o Senhor e
a ter ao menos lapsos da consciência da alma original, fazendo uso de uma
terminologia da Nova Era, depende do processo de ascensão espiritual. Tal
ascensionamento da consciência permite que o apego a Deus se revele, o qual é
chamado rati. Rati é o apego em si, de modo que qualquer apego pode ser assim
denominado. Mas, se o apego é por Krishna (ou pela Pessoa de Deus, em alguma de
Suas formas), dentro de uma relação transcendental com Ele, este apego
expressa-se em sthayibhava.
Rati aparece, esse apego se revela e
vem demonstrando sentimentos que realmente você tem. Tais sentimentos são expressão
de uma reciprocidade com Krishna, exatamente porque é Ele que lhe faz relembrar
dessa relação. É Ele que faz você relembrar, que toma você de volta. Mas,
trata-se de um processo recíproco, pois, devido ao seu esforço em buscar pelo
Senhor, quando começa a ascencionar, você retoma o acesso a Ele.
Entenda-se, portanto, que é Ele que lhe
dá o acesso. Na verdade, este acesso é uma expressão da reciprocidade da alma
com Deus, que é eterna, e que está se manifestando através de um novo contato
que a pessoa está fazendo com Ele. O novo contato revela rati, apego pelo
Senhor. Mas, o apego que você já tem, quando você já sabe quem você é ao lado
de Krishna, deve ser chamado sthayibhava, que é específico a cada relação com
Ele.
sábado, 21 de março de 2026
Madhurya Rasa videos by Guru Ma Shri
Krishna, the Lord, and His associates taste rasa of conjugal bliss. There are other ways to establish close relationships with Him, but this rasa is the life of Krishna's consorts, being them in Vraja and Dvaraka. In Vraja, they are the gopis, and Radha is the most important of them all.
And in Dvaraka, they are the wives of Krishna, being Rukmini the most important of them all. A deep love exists between Krishna and His queens, but Sri Radha, while in Vraja, and Sri Rukmini, while in Dvaraka, know precisely how to deal with His love when in Vraja and grooves of Vrindavan. And when in Dvaraka, through the palaces and gardens, this way to deal with His love in grooves and palaces and gardens is imparalleled, because Sri Radha and or Sri Rukmini is or are the embodiment of Madhura Rasa.
domingo, 30 de novembro de 2025
O Yatra da Nova Vrindavana
A Vrindavana que se desenvolveu originalmente em torno das lilas (passatempos transcendentais) de Radha Krishna, das gopis e gopas, é a chamada a Vrindavana Antiga. Para além dos seus limites, uma Nova Vrindavana já pode ser visitada, tendo se estabelecido a partir de novas iniciativas devocionais. Ela é também uma expressão dos mesmos passatempos, porém, ao contrário da Vrindana Antiga, a nova não contém em si locais diretamente atrelados a fatos que compõem os mesmos passatempos.
Dentro dela, o Krishna
Balarama Mandir, estabelecido por Srila Prabhupada (ISKCON), em 1975, recebe
grande afluxo de devotos indianos e de outros países. Em seus altares, há a
deidade de Sri Krishna Balarama, Sri Radha Shyamasundar e Sri Gaura Nitai, além
do vyasasan de Srila Prabhupada. As deidades são muito belas, ricamente
ornamentadas, cujo darshan é profundamente inspirador.
A ISKCON está construindo o Krishna Balaram
Cultural Centre, além de oferecer facilidades aos devotos, como guest house,
restaurantes e outras. Há um museu de Srila Prabhupada e uma grande goshala
(abrigo para vacas e bois, figura abaixo).
Situado a aproximadamente 3,5 Km do anterior, o Prem Mandir é também uma grande atração
para os devotos indianos. Fundado em 2012, por Sri Kripalu Ji Maharaj. As
deidades de Sri Radha Krishna e Sri Sita Ram são muito belas e, ao redor do
templo, há fontes de água, jardins e monumentos que retratam fatos e cenas dos
passatempos eternos (Jhulan, Govardhan, Ras e Kaliya Nag lilas). As luzes que
iluminam a fachada do templo, ao escurecer, mudam de cor continuamente,
embelezando sua visão.
As estátuas de Shiva e de Maa Vaishno são visíveis a certa distância. Os templos têm descrições das lilas em pinturas, autorelevos e textos nas paredes. Há uma caverna com representações em estátuas das nove formas de Durga do Navratri, jardins bem cuidados, com fontes d’água e bastante arborizados.
Há ainda o Ganga Ghat e o Yamuna Ghat, recantos dedicados a
ambas expansões de Durga e Radha, respectivamente.
Na região da Nova Vrindavana, que está em pleno processo de
expansão, há muitos condomínios sendo construídos. Há também o Priyakant Ji Mandir (a 850 m do Chaardham Mandir),
instalado por Sri Devkinandan Thakurji Maharaj, em 2006. Além do grande projeto
do complexo de templos e recantos devocionais, que vem sendo estabelecido pelo
Movimento Hare Krishna de Vrindavan, em torno do Chandrodaya
Mandir (a 1,5 Km do anterior). Este último prevê a construção da mais alta
torre do mundo dedicada a Sri Krishna, que terá mais de 210 metros de altura.
domingo, 10 de agosto de 2025
Vrindavana Yatra
Depois de muitas estadias em Vrindavana, enquanto me preparo
para o que será minha décima viagem para visitar lugares sagrados da Índia,
organizo uma espécie de roteiro. Aqui disponibilizo algumas informações
importantes sobre alguns de tais lugares a rever, pois sei que elas podem
ajudar quem estiver indo pela primeira vez e/ou interessado em visitar a cidade
de Radhe Shyam. Por serem muitos os recantos, templos e paisagens que merecem
ser mencionados, optei por dividir o assunto em quatro postagens: i) Vrindavan
parikrama; ii) o Yatra da Nova Vrindavan; iii) o Yatra da Antiga Vrindavan; iv)
Braj Mandal Yatra (Barsan, Gokul, Mahavan, Nandgaon, Govardhana, Dauji, Mathura
e outras localidades).
Parte I: Vrindavan parikrama
Com 12 Km de extensão, é a rota que circunda a cidade de
Radhe Shyam, ao longo da qual se pode meditar na sagrada lila. Geralmente a
caminhada começa na Parikrama Marg, na esquina do Templo de Krishna Balarama
(da ISKCON) e se prolonga por 10 Km. Pode-se fazer o percurso em cerca de 3
horas de caminhada, o que depende do ritmo de cada um e das paradas que se
façam ao longo do trajeto. Alguns pontos da caminhada com grande relevância
espiritual são:
Kaliya Ghat (Kalideh ou Kaliya Daha) - local onde Krishna
derrota Kaliya, conforme descrito no Bhagavata Purana 10.16-17, incluindo uma
árvore Kadamba muito velha, certamente descendente daquela sobre a qual Madhava
subiu para pular na água e subjugar a serpente.

Shri Radha Madan Mohan Mandir – bem próximo ao Kaliya Ghat, estabelecido por Sanatana Goswami, discípulo direto de Shri Krishna Caitanya e autor de livros importantes da Brahma Madhva Gaudiya Sampradaya, onde uma réplica de Madana Mohana (que está em Jaipur) foi estabelecida. É possível visitar ali também o Samadhi de Shri Sanatana Goswami; e a Dwadash Aditya Tila, para onde Krishna foi levado depois de ter subjugado Kaliya.
Imli Tala Mandir – o local onde Krishna senta-se para meditar
no profundo sentimento de separação de Shri Radhe, quando Ela sai da dança da
rasa, ao perceber que outras gopis também dançam com Ele simultaneamente
(Bhagavata Purana 10.29-33). Aqui também, segundo a tradição da Brahma Madhva
Gaudiya Sampradaya, se diz que Caytania sentava em busca da experiência do
sentimento de Amor de Radha Krishna.
Shringar Ghat – local onde Krishna encontra Radha, escondida
sobre uma árvore Banyan, depois de ter meditado na separação onde hoje existe o
Imli Tala Mandir. Na entrada para o local, há uma deidade de Shri Bateshwar
Mahadeva. Para ver algumas imagens, clique
aqui.
Chira Ghat – onde Krishna rouba as roupas das gopis, de
acordo com Bhagavata Purana 10.22, subindo em uma árvore Kadamba, cuja
descendente existe ali até hoje, sendo imbuída da espiritualidade da mesma
árvore sob a qual Ele sobe. Devido à mudança da configuração dos bancos do rio
Yamuna, atualmente o Chira Ghat não está mais às suas margens. A árvore Kadamba
recebe homenagens dos devotos, adoração e oferendas. Para ver algumas imagens, clique
aqui. Na área, há uma rua com saída para o Banke Bihari Mandir.
Keshi Ghat – onde se pode presenciar, no alvorecer, o puja
de Yamuna. O local relembra o passatempo de Krishna matando o demônio com forma
de cavalo, Keshi, relatado no Bhagavata Purana 10.37. Pode-se visitar também o Yamuna
Mandir e Mahadeva Mandir, situados no limite do Keshi Ghat com a rota do
parikrama.
Outros momentos do parikrama envolvem: a entrada para Nidhivan, Shaji Mandir, Shri Radha Raman Mandir; a passagem pelo Tatiya Sthan (local de meditação de Lalit Kishori, seguidor de Swami Haridas); e a chegada no Atalla Chungi e na Caitanya Mahaprabhu Marg, além do contato com ashrams de diferentes gurus e templos (como o Jagannath Ghat Mandir). Alguns desses elementos do ambiente sagrado de Vrindavana serão mencionados novamente nas próximas postagens dessa sequência.
sábado, 24 de maio de 2025
Krishna Casa com 16.108 Esposas
É relatado que a princesa de Vidarbha, Rukmini, “tendo ouvido falar da beleza, das proezas, do caráter e das opulências de Mukunda, o considerou um Esposo adequado. Tendo Krishna ficado sabendo que Ela era um reservatório de inteligência, marcas auspiciosas, magnanimidade, beleza, bom comportamento e outras qualidades, também a considerou uma Esposa adequada e decidiu casar-se com a mesma (SB 10.52.23-24)[1]”.
No entanto, o irmão mais velho de Rukmini (Rukmi) odiava Krishna e fez todos os arranjos para casá-la com Sisupala (primo inimigo de Madhava). “A princesa de Vidarbha com seus olhos negros, estava infeliz com tal conhecimento. Condoendo-se mentalmente, com rapidez, Ela enviou um brahmana confiável a Krishna (SB 10.52.26)[2]”.
Este brahmana leva uma mensagem a Madhava, na qual Rukmini se oferece a Ele como esposa e pede-Lhe que a rapte antes que Seu casamento com Sisupala possa ser celebrado[3]. A Suprema Pessoa concorda e Seu modo de ação, assim como o lustre da beleza de Rukmini, entregando Sua beleza ao Senhor, são relatados no Srimad-Bhagavatam 10.52.51-55. Então, os exércitos liderados por Rukmi e ele próprio são vencidos. De modo que, “os cidadãos de Dvaraka ficaram arrebatados de felicidade em ver Krishna, o Mestre de todas as Opulências, unido em matrimônio com Rukmini, a Deusa da Fortuna (SB 10.54.60)[4]”.
Depois disso, tendo lutado por ininterruptos 28 dias com Jambavan, por causa da joia Syamantaka, o Senhor foi, enfim, reconhecido por este como sendo a Suprema Pessoa. Então, “ele (Jambavan) alegremente presenteou Krishna, em respeitosa oferenda, com sua filha donzela, Jambavati, junto com a joia (SB 10.56.32)[5]”.
Keshava volta à corte de Dwarka com sua nova esposa e restitui Syamantaka ao seu dono original, Satrajit. Este havia ofendido Krishna, acreditando que ele roubara sua joia, de modo que, com vergonha da ofensa que causara, decide oferecer sua filha Satyabhama como presente a Madhava.
“Satyabhama, que era desejada por muitos homens devido a suas qualidades de fino caráter, sua beleza e pela magnanimidade com a qual era abençoada, casou com o Senhor, de acordo com os costumes (SB 10.56.44)[6]”. Em outro momento, Krishna parte para Indraprastha, a fim de visitar seus primos Pandavas. Em uma de Suas incursões à floresta com Arjuna, eles encontram Kalindi[7], que diz estar engajada em penitência a fim de obter o Senhor Vishnu como Esposo.
“Não aceitarei nenhum outro esposo que não seja Ele, a residência de Shri. Que o Supremo Senhor Mukunda, o abrigo dos necessitados, fique satisfeito comigo” (SB 10.58.21)[8] – ela diz. Então, Krishna volta para Dvaraka e “Ele, que era tão meritório, casa com Kalindi, em um dia em que as estações, as estrelas e outros astros estavam bastante favoráveis a espalhar a maior alegria entre Seu povo (SB 10.58.29)[9]”.
Posteriormente, outra jovem, que se sentia atraída por Krishna, fora proibida por seus irmãos de escolhê-Lo como Esposo no seu svayamvara[10]. “Mitravinda, a filha de Rajadhidevi, a irmã do pai dEle, foi raptada a força por Krishna diante dos olhos dos reis (SB 10.58.31)[11]”. Também Satya, a filha de Nagnajit, o desejava. Porém, este legislador havia prescrito que “nenhum rei iria casar com ela se não pudesse vencer sete incontroláveis, viciosos touros, os quais, com os chifres mais afiados, não toleravam o cheiro de guerreiros (SB 10.58.33)[12]”.
Shri Krishna sabendo de tudo isso, aproximou-se de Nagnajit e pediu-Lhe sua filha em casamento. O rei ascedeu, desde que Mukunda vencesse o desafio dos sete touros. “Ouvindo a condição, o Senhor apertou Suas vestimentas, se dividiu em sete e subjugou os touros como se participasse de um simples jogo (SB 10.58.45)[13]”. Ao presenciar o acontecido, “o rei, atônito e agradecido, deu a Krishna sua filha. O Senhor Supremo, o Mestre, a aceitou segundo às injunções védicas (SB 10.58.47)[14]”. Ademais, Keshava ainda casa com: Bhadra, uma princesa de Kaikeya e prima Sua, que Lhe é dada em casamento; Lakshmana, filha do rei de Madra, que rapta da cerimônia de svayamvara; e outras 16.100 jovens, as quais tinham sido aprisionadas pelo demônio Bhaumasura (SB 10.58.56-58).
Este texto é um trecho do livro Radha Krishna – o sol da união entre as chamas gêmeas (2018), de autoria de Shri Krishna Madhurya. Para ler mais alguns trechos do livro, clique aqui.
[1] sopaśrutya mukundasya
rūpa-vīrya-guṇa-śriyaḥ
gṛhāgatair gīyamānās
taṁ mene sadṛśaṁ patim
tāṁ buddhi-lakṣaṇaudārya-
rūpa-śīla-guṇāśrayām
kṛṣṇaś ca sadṛśīṁ bhāryāṁ
samudvoḍhuṁ mano dadhe
(Srimad Bhagavatam 10.52.23-24)
[2] tad avetyāsitāpāṅgī
vaidarbhī durmanā bhṛśam
vicintyāptaṁ dvijaṁ kañcit
kṛṣṇāya prāhiṇod drutam
(Srimad-Bhagavatam 10.52.26)
[3] Em Madhurya, a Rasa da Doçura (2015), relato: “Rukmini escreveu para Keshava (SB 10.52.39), tan me bhavān khalu vṛtaḥ patir aṅga jāyām ātmārpitaś ca bhavato ’tra vibho vidhehi: “Você foi eleito por mim para ser meu esposo, ó querido, e este (meu) corpo Lhe foi concedido. (Rogo,) Leve-me como sua esposa (da casa do meu pai)”. Para reforçar seus sentimentos, ela se coloca (SB 10.52.43), dizendo que, caso não receba a graça que pede, yarhy ambujākṣa na labheya bhavat-prasādaṁ jahyām asūn vrata-kṛśān śata-janmabhiḥ syāt: “deverei deixar minha vida, (já) definhada através de jejum, (a cada vez que eu renasça) na esperança que a graça seja assegurada (mesmo que) através de uma centena de nascimentos”.
[4] dvārakāyām abhūd rājan
mahā-modaḥ puraukasām
rukmiṇyā ramayopetaṁ
dṛṣṭvā kṛṣṇaṁ śriyaḥ patim
(Srimad Bhagavatam 10.54.60)
[5] ity uktaḥ svāṁ duhitaraṁ
kanyāṁ jāmbavatīṁ mudā
arhaṇārtham sa maṇinā
kṛṣṇāyopajahāra ha
(Srimad-Bhagavatam 10.56.32)
[6] tāṁ satyabhāmāṁ bhagavān
upayeme yathā-vidhi
bahubhir yācitāṁ śīla-
rūpaudārya-guṇānvitām
(Srimad-Bhagavatam 10.56.44)
[7] Kalindi é outro nome de Yamuna Devi. Em Bhakti-Rasa e o Caminho da Flor de Lótus (2016), dei expressão ao amor conjugal de Yamuna por Krishna, relatando: “Quanta impaciência supostamente me toma quando penso nEle que é o motivo de minha visão! Ainda me lamento porque O quero tocar e senti-Lo ao meu lado. Então, chamo por Seu doce nome, pensativa que estou, tomando-O por meu Senhor e meu Consorte. Shyama, Shyama...’. Yamuna parece agonizar, porém, seu lamento mistura-se com as vozes que ecoam da própria Vrindávana. É difícil estabelecer com clareza o que pertence a uma ou outra, afinal, ambas expressam o que Shri Radhe sente enquanto manifestação deste amor profundo que não a permite de Krishna esquecer por nenhum momento”. Também expus a relação que há entre o amor de Radha por Krishna e o de Yamuna pelo mesmo objeto de adoração. Pois, “Radha muitas vezes pensou: ‘Como posso continuar sendo o que não me dá paz? Como posso continuar vivendo sem o que me faz viver? Como posso estar sem Krishna em um mundo onde eu existo apenas para com Ele estar?’. Seus pensamentos turbulentos de amor pela Fonte de todo Amor estimulam-na eternamente a buscá-Lo e em Suas veias corre um fluído da cor de Shyam. Da expressão deste fluir é que Yamuna Devi faz-se existir, manifestando em si o ardor que está em Shri Radhe”.
[8] nānyaṁ patiṁ vṛṇe vīra
tam ṛte śrī-niketanam
tuṣyatāṁ me sa bhagavān
mukundo ’nātha-saṁśrayaḥ
(Srimad-Bhagavatam 10.58.21)
[9] athopayeme kālindīṁ
su-puṇya-rtv-ṛkṣa ūrjite
vitanvan paramānandaṁ
svānāṁ parama-maṅgalaḥ
(Srimad-Bhagavatam 10.58.29)
[10] Svayamvara era um direito assegurado às jovens em idade de contrair casamento. Tratava-se de uma cerimônia, onde noivos em potencial se apresentavam perante a corte e a jovem podia escolher com quem casaria.
[11] rājādhidevyās tanayāṁ
mitravindāṁ pitṛ-ṣvasuḥ
prasahya hṛtavān kṛṣṇo
rājan rājñāṁ prapaśyatām
(Srimad-Bhagavatam 10.58.31)
[12]na tāṁ śekur nṛpā voḍhum
ajitvā sapta-go-vṛṣān
tīkṣṇa-śṛṅgān su-durdharṣān
vīrya-gandhāsahān khalān
(Srimad-Bhagavatam 10.58.33)
[13] evaṁ samayam ākarṇya
baddhvā parikaraṁ prabhuḥ
ātmānaṁ saptadhā kṛtvā
nyagṛhṇāl līlayaiva tān
(Srimad-Bhagavatam 10.58.45)
[14] tataḥ prītaḥ sutāṁ rājā
dadau kṛṣṇāya vismitaḥ
tāṁ pratyagṛhṇād bhagavān
vidhi-vat sadṛśīṁ prabhuḥ
(Srimad-Bhagavatam 10.58.47)
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Depois de muitas estadias em Vrindavana, enquanto me preparo para o que será minha décima viagem para visitar lugares sagrados da Índia, org...
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A Summary from the Book Madhurya, the Rasa of Sweetness In this book, I try to show that Shri Radhe Shyam contains within Themselves the t...













